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Grupos rivais cobravam pela utilização de pontos de prostituição e exploravam vítimas em Taguatinga

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) conseguiu a condenação de integrantes de organizações criminosas que comandavam pontos de prostituição em Taguatinga, extorquiam e exploravam sexualmente travestis. A sentença é de 19 de dezembro de 2018.

Júlio Werbert Lima Sousa, nome social Júlia, que liderava uma das organizações criminosas, foi condenada a 13 anos e 2 meses de reclusão. Sua parceira no esquema, Rodrigo Oliveira Santos, nome social Letícia, terá de cumprir 12 anos e 2 meses de reclusão.

Também foram condenados Rodrigo Jonas Gomes de Araújo, nome social Drica; Júlio César Neves de Souza, nome social Brenda; Rafael Rodrigues Natal, nome social Galisteu; Lucas Felipe de Brito, nome social Saleth ou Salete Brito; Carlos Henrique da Silva Machado, nome social Wanessa Lima; e Nabson Adriano de Abreu Alves, que executavam os crimes por determinação das líderes do esquema. Drica, Brenda e Galisteu foram condenadas a 11 anos e 4 meses de reclusão. Saleth ou Salete Brito, Wanessa Lima e Nabson receberam a pena de 9 anos e 4 meses de reclusão.

Para os integrantes da outra organização criminosa, Luan Carlos Santos Viana, Luís Carlos Santos Viana, nome social Aline, e Gemilson Barbosa de Oliveira, nome social Michele, a pena foi fixada em 1 ano de 4 meses de reclusão.

Entenda o caso

Júlia e Letícia recrutavam travestis no Distrito Federal e em outras unidades da Federação, levavam para suas repúblicas e cobravam pela estadia e alimentação. Quem estivesse hospedada não era obrigada a pagar pelo ponto na rua. Entretanto, a travesti que não aceitasse participar do esquema era obrigada a pagar pelo uso do ponto. Elas ainda ameaçavam quem estava fora da organização, mediante utilização de facas e armas de fogo, além da força física e da intimidação.

Se a vítima não aceitasse residir nas repúblicas, ela era ameaçada, agredida e expulsa, caso tentasse fazer ponto nos locais dominados pela organização. As líderes realizavam rondas e contavam com olheiras para informar se alguém fora do ciclo da exploração ou se alguma das travestis recrutadas estava utilizando o ponto sem autorização.

Aline, Luan e Michele pretendiam tomar o território de Júlia e Letícia. Eles compareciam nos locais da outra organização e ameaçavam as vítimas com arma de fogo, caso não pagassem a quantia de R$ 50 pelo uso do ponto. Além disso, agrediam as travestis que pertenciam ao outro grupo.

Processo: 2017.07.1.004711-2

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