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MPDFT

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Levar perspectivas, gerar oportunidades, proporcionar formação profissional. Esses são alguns dos objetivos do projeto "Adolescente aprendiz" do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). A iniciativa é uma parceria com o programa “Vira vida”, do Serviço Social da Indústria (Sesi) e tem como objetivo resgatar jovens em situação de risco e vulnerabilidade social.

Na quarta-feira, 7 de novembro, o MPDFT apresenta os resultados do programa para outras instituições e empresas. A ideia é sensibilizá-las da importância da contratação desses jovens. Para a vice-procuradora de Justiça do Distrito Federal e responsável pelo projeto, Selma Sauerbronn, a iniciativa permite modificar realidades por meio da educação e do trabalho. “Essa é uma ação de efetiva transformação social, que possibilita que esses jovens tenham novas perspectivas e experiências, bem como intervenções direcionadas à formação humana e profissional”, destacou. O projeto ficou em primeiro lugar na categoria Transformação Social, do Prêmio CNMP 2016.

Adolescente Aprendiz é premiado com 1º lugar no Prêmio CNMP 2016 Atualmente, trabalham no MPDFT 21 jovens participantes do programa. Desde o lançamento do projeto, em 2012, já passaram cerca de 80. Além da carteira assinada, os adolescentes recebem um salário-mínimo para realizar trabalhos técnicos na área de informática, comunicação e atendimento durante quatro dias da semana. Por um dia, eles participam de cursos de capacitação no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Os contratos duram dois anos.

O coordenador do projeto no MPDFT, Valdmar da Silva, explica que, a cada dois meses, eles passam por uma avaliação, não apenas profissional, mas de seus projetos de vida. Para ele, os adolescentes desenvolvem uma nova visão de mundo após participarem do projeto. “É um resgate da autoestima, de valores e de sonhos que foram atropelados. A instituição que os acolhe tem um novo olhar para si mesma e para a sociedade”, afirma.

Vira Vida

O “Vira vida” foi criado pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi) em 2008 para atender jovens de 14 a 21 anos em situação de vulnerabilidade social, principalmente vítimas de abuso e exploração sexual. Desde 2009, o Sesi-DF executa o programa, do qual os jovens participam por 16 meses antes de serem integrados ao “Adolescente aprendiz”, no MPDFT. Durante esse tempo, eles recebem aulas da educação básica e de formação profissional, além de uma bolsa de estudo e acompanhamento por equipes multidisciplinares em várias áreas como psicológica, pedagógica e de assistência social.

Os interessados em participar do Vira Vida precisam fazer avaliações, como dinâmicas de grupo, vivências de autoestima, noções de português, além de uma entrevista individual. Depois da etapa de inserção, eles participam efetivamente das atividades do programa que são compostas por qualificação profissional e aulas do processo educacional.

Participam do projeto jovens de 14 a 21 anos que foram vítimas de violência sexual ou estiveram em situação de extrema vulnerabilidade para violência, sofreram defasagem de série e idade, tiveram histórico de evasão escolar e/ou de repetência, além de vínculos familiares fragilizados ou rompidos.

Superação

Ana*, 22 anos, é uma das jovens que teve sua vida transformada pelo Adolescente Aprendiz e pelo Vira Vida. Entre seus 14 e 15 anos, ela e sua irmã mais velha eram estupradas pelo pai de sua irmã caçula. Eles não moravam juntos, mas o homem sabia o horário que a mãe das meninas trabalhava: “Minha irmã casou cedo para sair de casa. Ela conversou com uma professora, que procurou o Conselho Tutelar. Assim que minha mãe descobriu o que estava acontecendo, também procurou ajuda no Conselho. Então eles me indicaram o Vira Vida, porque, além de ter sofrido abuso, eu sofria muito bullyng e não conseguia me desenvolver na escola”. Ela conta, ainda, que o projeto ajudou a superar questões familiares e a autoestima, que era muito baixa.

Para a jovem, participar do Adolescente Aprendiz e do Vira Vida foi uma mudança de rumo. “O Vira Vida me permitiu realizar cursos que não tinha condições de fazer e terminar meu ensino fundamental, o que eu estava tendo muita dificuldade. Saí com muita vontade de colocar em prática o que aprendi no programa. Com 17 anos, fiz meu primeiro estágio, em um ministério do Poder Executivo. Foi quando uma pessoa do Vira Vida me ligou informando sobre uma oportunidade de aprendiz no MPDFT”, conta.

Ana trabalhou dois anos no Ministério Público e destaca que, além de adquirir conhecimentos, contou com o apoio dos servidores da instituição: “Conheci pessoas maravilhosas, que compreenderam minhas dificuldades, me ajudaram e me deram suporte. Eles me ensinaram que saber é importante, mas o esforço e a dedicação são mais”.

“Trabalho com muito amor em tudo que faço porque fui acolhida como uma família. Eu me senti e me sinto abraçada pelo Vira Vida, pelo MPDFT e pelo CIEE. Eles me respeitaram e entenderam os meus limites, sempre me direcionando para o crescimento profissional e pessoal” comenta a jovem que, atualmente, trabalha no CIEE.

Sistema de Garantia de Direitos

A identificação de jovens que atendam aos critérios é feita por meio dos integrantes do Sistema de Garantia de Direitos, formado pelo MPDFT, conselhos tutelares, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Programa de Atendimento à Vítima (PAVs), Vara da Infância e da Juventude e entidades de acolhimento e organizações não governamentais.

O Vira Vida conta com o apoio do MPDFT, de outras instituições do Sistema S – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do governo local, da Defensoria Pública do Distrito Federal, entre outros.

 

*Nome fictício

Com informações do Sesi

 

Serviço

Apresentação dos projetos Vira Vida e Adolescente Aprendiz

Local: Espaço Ágora, na Sede do MPDFT

Data e Horário: 7 de novembro, às 9h

Assessoria Especial de Imprensa
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