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AND 0988Foi realizado, nessa quarta-feira, dia 27, o II Ciclo de Debates sobre Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, organizado pelas Promotorias de Justiça do Riacho Fundo. O objetivo do evento, que contou com a participação de cerca de cem pessoas, foi aproximar a Justiça da sociedade para que se encontre a melhor solução no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Antes dos debates, adolescentes do Centro de Orientação Socioeducativa (Cose) do Riacho Fundo II apresentaram um Teatro Fórum, que consiste em uma encenação que interage com o público cujo objetivo era discutir situações de violência sexual contra crianças e adolescentes.

A psicóloga Viviane Amaral, da Vara da Infância e da Juventude, falou sobre a importância do profissional como ator social contra a revitimização, que é a repetição de características do ciclo de violência e a exposição da vítima a situações sociais ou emocionalmente agressivas. "Podemos fazer a diferença na vida da vítima, dando atenção à sua fala, já que desqualificar o depoimento de uma criança é uma forma de revitimizar", enfatizou. A psicóloga alertou, ainda, sobre o cuidado que os profissionais devem ter com a "idealização da família e dos papéis paterno e materno".

A psicóloga Michele Tusi, do Serviço de Assessoramento aos Juízos Criminais do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), falou sobre os impactos das múltiplas oitivas na memória das vítimas de abuso sexual. Ela ressaltou os cuidados que o profissional deve ter para conseguir extrair o que de fato aconteceu. "A nossa memória não funciona como uma máquina fotográfica. Podemos acreditar em algo que nossa imaginação criou a partir de conversas e explicações. Precisamos ter cuidado com as falsas memórias", completou.

Michele também explicou o processo de uma entrevista, o cuidado que se deve ter com as formas enviesadas que uma pergunta pode apresentar. Segundo ela, esse zelo é importante para que não haja interferência na resposta da vítima.

Para a coordenadora da Promotoria de Justiça do Riacho Fundo, Liz-Elainne de Silvério e Oliveira Mendes, "eventos como esse são importantes para que o Ministério Público e os demais atores sociais responsáveis pelo atendimento das crianças e dos adolescentes vítimas de violência sexual dialoguem em conjunto, elaborando práticas que evitem a revitimização". Segundo ela, os participantes avaliaram posivamente a iniciativa, pois o evento contribui para a reflexão sobre o trabalho cotidiano.

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