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Foto materia sobradinhoA Promotoria de Justiça de Sobradinho realizou, na manhã da última quinta-feira, dia 21, o 1º Encontro Intersetorial para o Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes da Região Serrana. O evento reuniu representantes da rede social de Sobradinho, Sobradinho II e Fercal para debater formas mais efetivas de lidar com a violência sexual contra crianças e adolescentes.

A vice-procuradora-geral de Justiça, Selma Sauerbronn, participou da abertura do evento e lembrou que a efetivação do Estatuto da Criança e do Adolescente é dever de todos: família, sociedade e Estado. “Essa forma de violência mata vários direitos fundamentais da criança. A família e a sociedade não podem ser coniventes”, afirmou. Também compuseram a mesa de abertura os promotores de Justiça Danielle Martins Silva e Pedro Thomé de Arruda e o diretor da Faculdade Projeção, Márcio Moraes de Souza.

A palestra de abertura foi proferida pela professora da Universidade de Brasília (UnB) Silvia Lordello, que tratou da violência sexual intrafamiliar. Segundo a pesquisadora, 49% das vítimas de abuso sexual dentro da família têm entre dois e cinco anos. “É preciso que os adultos estejam atentos aos sinais ambientais: choro ao cair da noite, situações de evitação, mudanças de comportamento”, explicou. Identificado o problema, a especialista sugere as ações a tomar: notificar as autoridades, acolher e desculpabilizar a vítima, evitar a revitimização, investir na capacidade de resiliência e na construção de redes de apoio.

A psicóloga Viviane Amaral, supervisora do Centro de Referência para Violência Sexual do TJDFT, discutiu o papel da mãe nas situações de abuso contra crianças e adolescentes. Em sua fala, Viviane levou os participantes a uma reflexão sobre o que eles mesmos fariam no lugar dessas mães. “Não podemos esperar dessas mulheres as reações que nós consideramos corretas e adequadas. Por que queremos do outro aquilo que nós mesmos não faríamos?”, questionou. Ela lembrou que o papel da mãe está relacionado a estereótipos sobre gênero e maternidade. “A sociedade ocidental espera que a mãe seja cuidadora, afetiva e protetora. Esse papel foi construído em torno da mulher”.

Para a psicóloga, a situação da mãe que denuncia o abuso é tão difícil quanto a da que não denuncia: uma pode ser acusada de alienação parental; a outra, de conivência. “Na incapacidade de cumprir esse papel, a mãe não apenas sente culpa: ela é a culpabilizada pela sociedade”, afirmou. Por isso, segundo Viviane, os profissionais que lidam com casos de abuso sexual devem ser sensíveis às dificuldades enfrentadas por essas mulheres. “Não devemos justificar atitudes de negligência, mas podemos atender essas pessoas com mais humanidade e empatia”, concluiu.

A terceira palestra do dia foi proferida pela promotora de Justiça Danielle Martins Silva, que tratou de aspectos históricos, sociais e jurídicos do abuso sexual contra crianças e adolescentes. Segundo a promotora, há mitos que envolvem o assunto, o que torna difícil a sua plena compreensão e reforça a estigmatização da vítima, cuja narrativa continua sendo alvo de desconfiança. A promotora ressaltou que o uso da sexualidade infantil remonta ao Brasil Colônia e ainda acontece nos dias de hoje. Ela também elencou medidas de redução de danos para as vítimas e de proteção e prevenção de novos crimes, todas no âmbito do sistema de justiça criminal. Secretaria de Comunicação
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