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PRO 4682Foi realizado nos últimos dias 1º e 3 de dezembro, o Ciclo de Debates sobre Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, organizado pelos Setores de Análise Psicossocial da Promotoria de Justiça do Riacho Fundo e do Núcleo Bandeirante do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O objetivo do evento era aproximar a Justiça da sociedade, para que juntos encontrem a melhor solução no combate a esse tipo de crime.

A abertura do evento foi marcada pela apresentação de balé das meninas que fazem parte do Projeto Atividades Mil, Crime Zero e por palestras ministradas pela psicóloga Viviane Amaral, PHD em psicologia clínica e cultural e supervisora do Centro de Referência para Violência Sexual do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), e pelo promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos do MPDFT, Thiago Pierobom.

A psicóloga Viviane Amaral falou sobre os mitos e crenças na avaliação de situações de violência sexual. Segundo ela, 85% dessas crianças e adolescentes sofrem violência intrafamiliar, ou seja, dentro da casa da vítima. "Esse é o tipo de violência que mais assusta as famílias e a sociedade como um todo, por isso é tão difícil identificar e tratar", explicou.

Segundo Viviane, a violência pode acontecer de duas maneiras: pela agressão física e pela dominação sexual perversa (quando o agressor justifica seus crimes como forma de amor pela vítima). "A dominação sexual perversa é ainda mais cruel, pois não deixa marcas aparentes", informou. Segundo a psicóloga, é um engano acreditar que é fácil identificar um agressor. "Eles não são monstros, são cidadãos funcionais e simpáticos e de qualquer classe social".

Já o promotor de Justiça Thiago Pierobom abordou as questões jurídicas sobre o tema, com foco especial na realização de oitivas por videoconferência. "É muito importante não revitimizar a criança ou adolescente, pois fazer a vítima relembrar o abuso também é uma forma de violência", enfatizou. Para ele, o MPDFT é a ponte, o órgão central para lidar com esse tipo de problema. "É preciso tornar os membros e servidores cada vez mais capacitados para lidar com eficiência com essas situações", enfatizou.

Também foi realizado um debate com representantes da Polícia Civil, Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), Coordenadoria Regional de Ensino (CRE) e Conselho Tutelar. Eles explicaram sobre suas atuações no combate à violência sexual e apresentaram propostas para a melhoria de cada serviço.

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