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Foram apresentados, na manhã de hoje, dia 8, os dados do estudo Análise de criminologia ambiental dos sinistros de trânsito com vítima fatal no Distrito Federal. A pesquisa traça um panorama dos acidentes de trânsito no DF e é resultado de um termo de cooperação assinado, em 2013, entre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Fundação de Peritos em Criminalística Ilaraine Acácio Arce (FPCIAA).

O estudo, conduzido pelos peritos Juliano Gomes e Bruno Telles, analisou os 391 acidentes com vítimas fatais acontecidos em 2012. Foram compiladas informações sobre horário, local, velocidade permitida da via, sexo da vítima e do condutor e uso de álcool ou drogas ilícitas. As ocorrências foram divididas em dois tipos: atropelamentos e colisões.

Os dados sugerem, segundo os pesquisadores, que intervenções relativamente simples podem reduzir em até 25% o número de mortes no trânsito no Distrito Federal. A instalação de barreiras eletrônicas, a construção de barreiras físicas nos canteiros centrais, a retificação de vias e a mudança de pontos de ônibus são algumas das soluções propostas.

Números

Das vítimas de atropelamento, 77% eram homens e 57% haviam usado álcool. Dos que haviam ingerido bebida alcoólica, 90% eram homens. A maioria dos atropelamentos aconteceu entre as 8h e as 10h e entre as 20h e as 22h. Em 61% dos atropelamentos fatais, a morte foi causada por politraumatismo. Nas rodovias, 70% dos atropelamentos aconteceram a até 50 metros de um ponto de ônibus. Nos locais em que há passarelas, ao contrário, não foram registradas vítimas de atropelamentos em um raio de 250 metros.

No caso das colisões, foi constatado que 45% dos acidentes com vítimas aconteceram nos finais de semana. Nos dias úteis, as ocorrências se concentraram principalmente entre as 6h e as 8h e entre as 18h e as 20h. Aos sábados e domingos, os horários de pico são a madrugada e o fim da tarde. A maioria dos condutores tinha entre 30 e 40 anos. Em 40% dos casos, a velocidade no instante da colisão era superior à máxima permitida. Mais da metade dos acidentes aconteceu porque os motoristas perderam o controle do veículo ou desviaram a atenção do tráfego.

A promotora de Justiça de Delitos de Trânsito Laura Beatriz Rito acredita que os dados da pesquisa são fundamentais para a redução da mortalidade no trânsito. “Nunca foi feito um trabalho com essa profundidade no DF”, explica. Para o promotor Rodrigo de Magalhães Rosa, também da Promotoria de Justiça de Delitos de Trânsito, esse tipo de parceria traz benefícios para toda a sociedade. “O Ministério Público está sempre aberto para ações como essa”, afirma.

Também participaram da apresentação representantes da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, da Polícia Militar do Distrito Federal, do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal e do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal.

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