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Promotor de Justiça Anderson Pereira assina o termo de cooperaçãoO Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a Subsecretaria do Sistema Socioeducativo (Subsis), e o Hospital Universitário de Brasília (HUB) assinaram ontem termo de cooperação que vai proporcionar, durante um ano, atendimento a adolescentes envolvidos com o uso de substâncias psicoativas que cumprem medidas socioeducativas de semiliberdade. O objetivo é promover a redução no consumo de álcool e outras drogas por parte desses jovens. A metodologia de trabalho desenvolvida durante a experiência poderá, no futuro, ser adotada na elaboração de políticas públicas de atenção à saúde.

Existem cinco casas de semiliberdade no DF, que atendem entre 60 e 70 adolescentes por mês. Técnicos da Casa de Semiliberdade Cantinho do Girassol entraram em contato com a Promotoria de Defesa da Infância e da Juventude (PDIJ) para relatar problemas enfrentados durante o cumprimento das medidas socioeducativas. Quase todos os jovens atendidos apresentam algum envolvimento com substâncias psicoativas, o que causa  repercussões significativas em sua reabilitação.

Promotor de Justiça Anderson Pereira cumprimenta os integrantes do projetoO Ministério Público intermediou o contato entre os técnicos da semiliberdade e os profissionais do Programa de Atenção ao Alcoolismo do HUB, que não atendia adolescentes. Como resultado, foi elaborado o projeto Experiência Piloto: intervenção junto a adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade no DF. Os profissionais do HUB receberão no próximo dia 13 de agosto o primeiro grupo, formado por 10 adolescentes, e a cada 15 dias um novo grupo será acolhido. Os jovens e suas famílias participarão de entrevistas e sessões de atendimento, prioritariamente em grupo.

Durante a cerimônia de assinatura do termo, realizada na sede da Promotoria da Infância e da Juventude, o Promotor de Justiça Anderson Pereira de Andrade lembrou que há problemas sérios de consumo de drogas por parte de jovens em semiliberdade, e poucas opções de atendimento. "Muitas vezes o adolescente se interessa pela oportunidade de intervenção ou tratamento, mas não há para onde encaminhá-lo", disse. O Promotor afirmou que o acordo vai proporcionar um ganho de experiência, metodologia e estrutura aos profissionais que estarão envolvidos no trabalho

A Coordenadora do Programa de Atenção ao Alcoolismo do Hospital Universitário de Brasília, Cláudia Regina Merçon de Vargas, destacou a necessidade de uma abordagem diferenciada e de uma atenção especial por parte da equipe, para que se desenvolva um trabalho modelo de intervenção que possa ser replicado em outras instituições de saúde.

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