Seu navegador nao suporta javascript, mas isso nao afetara sua navegacao nesta pagina MPDFT - Matérias históricas: A primeira promotora de Justiça do Distrito Federal

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Para comemorar os 60 anos do MPDFT em Brasília, serão republicadas, até o fim de abril, matérias históricas sobre o trabalho da instituição. A quinta matéria da série, publicada na Revista Memória nº 3, em 2010, mostra quem foi a primeira promotora de Justiça do Distrito Federal.

Força feminina

Uma mulher que rompeu várias barreiras. Assim se pode definir Hilda Vieira Costa, a primeira mulher aprovada no concurso para membro do Ministério Público do novo Distrito Federal, em 1961. Pioneira em uma instituição que, na época, era basicamente formada por homens, ela também não se intimidou com o desafio da mudança para a nova capital.

Eram outros tempos: o trabalho feminino ainda era visto com desconfiança, se não preconceito. Hilda formou-se em Direito em 1958 e, quando Brasília foi inaugurada, ela já era servidora do executivo federal. Decidiu vir para a cidade com a avó, Amélia Vieira da Conceição, a única parente próxima, e aqui começar uma nova vida.

O concurso para o Ministério Público surgiu como uma boa oportunidade. O edital foi publicado em 14 de novembro de 1960. Vencidas todas as etapas, Hilda foi aprovada em 2º lugar e tomou posse no dia 25 de maio de 1961. Era o início de uma carreira de dedicação ao Ministério Público que se estenderia por mais de uma década.

Até 1967, com a chegada da defensora Léia Esteves, Hilda foi a única mulher entre os membros do Ministério Público do Distrito Federal. Esse, no entanto, não era um problema. “Ela era franca e enfrentava qualquer situação. Todos tinham muito respeito por ela”, lembra a filha, Sara Delgado Casañas Ohata.

Filha do coração

Para Hilda, a maternidade também foi uma experiência diferente. Solteira, ela resolveu adotar a menina Sara, que já tinha cinco anos de idade. As duas se conheceram quando Hilda atuava como curadora em um processo que envolvia o pai biológico da criança. “Eu sabia que ela seria minha mãe”, conta Sara.

Mãe, neta e dona de casa. Hilda gostava de cuidar do lar. “Ela costurava, cuidava das reformas. Chegou a trocar, ela mesma, o couro de um sofá”, recorda-se. E era também uma profissional dedicada. “Ela era brilhante. Sempre foi muito justa em todos os cargos que exerceu”, afirma Sara, sem esconder a admiração pela mãe.

Em 1975, um novo começo na vida de Hilda. Ela foi aprovada no concurso para a Magistratura do Distrito Federal e tomou posse em dezembro daquele ano como juíza substituta. Mais uma vez, ela estava entre os pioneiros: foi a terceira mulher a assumir o cargo em Brasília.

Quando se aposentou, na década de 1980, Hilda pôde dedicar toda a atenção à família. “Ela foi nossa força até a morte, em 1997”, relembra a filha. Mesmo depois de tantos anos, para Sara, o marido e os quatro filhos, Hilda continua sendo um exemplo de coragem, dedicação e amor à família.

O texto acima foi republicado na íntegra, conforme sua primeira divulgação, em 2010, na Revista Memória nº 3. Para ler essa e outras matérias sobre a história do MPDFT, clique e conheça a Revista Memória.

capa Revista Projeto Memoria n3 2010

 

 

 

 

 

 

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