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Réus colocaram fogo em colchões por vingança

A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de São Sebastião obteve, nesta sexta-feira, 23 de novembro, a condenação de três pessoas por 14 tentativas de homicídio. Claudiemerson Júnio Alves Mendes, José Maicon Pereira Muniz e Maxwell Barboza Martins da Silva foram condenados, respectivamente, a penas de 23 anos, 8 meses e 10 dias; 26 anos, 6 meses e 15 dias; e 22 anos e 9 meses de reclusão.

Os jurados aceitaram as três qualificadoras apresentadas pela Promotoria: motivo torpe, emprego de fogo e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Os réus, que já se encontravam presos, continuarão em regime fechado.

Os crimes ocorreram na Penitenciária da Papuda em fevereiro de 2018. Claudiemerson, José Maicon e Maxwell colocaram fogo em colchões para se vingar de outros detentos que teriam delatado o uso de estoques (armas improvisadas) e a entrada de drogas no sistema prisional. No momento do incêndio, havia 14 pessoas na cela trancada.

Para as promotoras de Justiça que atuaram no caso, “a prática de crimes dentro do sistema prisional deve receber pronta resposta, do contrário estaremos diante de outros massacres como o ocorrido no ano 2000, também na Papuda, quando 11 internos foram mortos dentro de uma cela”. Na ocasião, dois presos morreram vítimas de queimaduras graves e os demais foram asfixiados pela fumaça.

“Essas pessoas estão sob custódia do Estado, que tem o dever de zelar por sua integridade física. Por isso, todo e qualquer ato que atente contra a vida dos presos deve ser punido de maneira rápida e eficaz, como foi feito neste julgamento. Os jurados deixaram claro que crimes dessa natureza não são tolerados pela sociedade", completaram.

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