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Uma verdadeira força-tarefa composta por quase 460 pessoas, entre membros e servidores, atuou na fiscalização do primeiro turno das eleições 2014. Sob a coordenação da Assessoria de Políticas Institucionais (API), Chefia de Gabinete e Diretoria-Geral (DG), o MPDFT esteve presente nas 21 zonas eleitorais, assegurando a legitimidade do pleito. Pontos de apoio foram montados em praticamente todo o Distrito Federal, com exceção das promotorias de Justiça do Guará, Riacho Fundo e de Brasília II. Toda a logística do trabalho foi previamente apresentada a todos os escalados para o evento. 

Segundo a promotora de Justiça Ana Luiza Lobo, o processo eleitoral transcorreu dentro da normalidade, com alguns incidentes, como prisões por boca de urna. Além disso, ocorreram problemas com a biometria. “De qualquer forma, o Ministério Público estava pronto para atuar nas mais diversas situações, pois os promotores de Justiça eleitorais realizaram várias reuniões preparatórias. No último dia 2, os promotores de Justiça eleitorais auxiliares também foram orientados e todos receberam um manual elaborado especialmente para auxiliá-los nesse trabalho”, explica.

Durante todo o dia, o Centro de Produção, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI) e a Coordenadoria de Segurança Institucional (CSI) mantiveram equipes disponíveis em áreas consideradas mais sensíveis e também para a aquisição de evidências eletrônicas de crimes eleitorais. O promotor de Justiça Alexandre Sales foi o representante do MPDFT no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), que reuniu os órgãos com atuação na área de segurança. Ele reitera que, de forma geral, a votação foi tranquila e explica que os maiores problemas foram a propaganda irregular e o atraso em algumas seções, devido à identificação biométrica. “A mesma estrutura de segurança será montada para o segundo turno”, afirma.

O promotor de Justiça Ivaldo Lemos, que atua na 18ª zona eleitoral, também considerou o pleito tranquilo, embora observe que as cidades do Distrito Federal são bastante distintas entre si. “Sabemos que as irregularidades acontecem, por isso a atuação do Ministério Público é essencial. Quando os problemas surgem, temos que estar lá”, diz.

Além do trabalho de fiscalização nos locais de votação, o MPDFT atuou de outras formas. Como parte de seu trabalho na divulgação do trabalho do Ministério Público Eleitoral, o promotor de Justiça Leandro Lobato, da 7ª zona eleitoral, elaborou uma cartilha que explica os crimes eleitorais mais comuns. O material foi distribuído a todos os policiais militares e agentes do Detran que trabalharam nas eleições. Além disso, neste ano, pela primeira vez, foi designado um promotor de Justiça para acompanhar as eleições brasileiras no exterior, que são organizadas pelo TRE-DF.