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A 1ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Sobradinho obteve a condenação do último acusado de participar do assassinato do professor Carlos Ramos Mota, que aconteceu em 20 junho de 2008, no Lago Oeste, em Sobradinho. Gilson de Oliveira foi condenado nessa quinta-feira, dia 2, a pena de 20 anos de reclusão em regime inicial fechado por homicídio qualificado, por motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), o crime foi cometido por retaliação ao professor, pois ele impedia o réu e seus comparsas de venderem drogas ilícitas nas imediações da escola que dirigia, o Centro de Ensino Fundamental do Lago Oeste.

Na sessão de julgamento, que durou cerca de 15 horas, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime e a participação do acusado. O réu foi condenado levando em conta as qualificadoras do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois os acusados teriam distraído a sua atenção, jogando uma pedra em uma árvore, o que a fez olhar para aquele local, enquanto o atirador, posicionado em outro ponto, efetuou o disparo letal.

Relembre o caso

A vítima, entre outras atividades extracurriculares desenvolvidas, orientava os alunos acerca dos malefícios do uso de drogas ilícitas. Apesar dos esforços da direção do colégio, os estudantes eram, frequentemente, assediados por Gilson de Oliveira, que vendia drogas na frente da escola. Ciente da gravidade e do risco que seus alunos corriam, o professor interpelou algumas vezes o acusado, impedindo-o de se aproximar da escola. Irritado com essas atitudes, o réu resolveu matar o professor, com a ajuda de alguns comparsas.

Na madrugada do dia 20 de junho de 2008, na chácara Brilho da Lua, no Lago Oeste, onde residia o professor Carlos Mota, o réu Gilson de Oliveira parou o carro e mandou Alessandro e Benedito invadirem a propriedade, enquanto Carlos Lima batia com violência no portão principal. Decorridos alguns minutos, a vítima saiu em direção à porta. Nesse momento, para desviar a atenção do professor, Carlos Lima, de fora da chácara, lançou uma pedra sobre uma das árvores. Benedito aproveitou a distração da vítima e atirou várias vezes contra Mota.

Além de Gilson de Oliveira, participaram do assassinato do professor mais três pessoas: Alessandro José de Souza, Carlos Lima do Nascimento e Benedito Alexandre do Nascimento. Gilson foi o último réu a enfrentar o Tribunal do Júri. Os demais foram condenados em fevereiro de 2009. Benedito e Carlos cumprem pena de 18 anos de reclusão e Alessandro de 16 anos, todos em regime inicialmente fechado.

Processo:2008.06.1.015828-5

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