ProjetoCom um ano de existência, o projeto “Adolescente Aprendiz” começa a expandir suas fronteiras para além da Sede do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). Em fevereiro do próximo ano, serão 26 adolescentes distribuídos em quatro unidades da Instituição. Implantado em outubro de 2012, o projeto é pioneiro na profissionalização na perspectiva de inclusão social. A iniciativa cumpre a Resolução nº 76 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e faz parte do Banco de Projetos desse Conselho.

Este mês foram abertas duas vagas na Promotoria de Justiça do Paranoá e, em janeiro, as Promotorias de Ceilândia e Samambaia receberão um adolescente cada uma. Karollayne Madeiro, 17 anos, é uma das jovens que começarão em janeiro suas atividades. “Estou muito feliz com a oportunidade. Vai ser muito bom trabalhar perto de casa”, explica a jovem de Samambaia.

Acolhimento
Na segunda-feira, dia 16, foi realizado um encontro de integração dos adolescentes, ocasião em foi lançada uma cartilha com orientações do trabalho a ser desenvolvido pelos aprendizes com respostas sobre as dúvidas mais comuns. Foram realizadas dinâmicas, palestras motivacionais e instruções para os atuais e novos adolescentes.

Para a coordenadora do projeto no MPDFT, procuradora de Justiça Selma Sauerbronn, esse foi o momento ideal para ampliar o projeto e contemplar mais adolescentes, proporcionando-lhes intervenções direcionadas à formação humana e profissional. “Além de prestar serviços ao MPDFT, o aprendiz será útil para a sua comunidade. Ainda será possível evitar o transtorno dele ter de se deslocar todos os dias para o Sede. Com isso esperamos colaborar para o aprimoramento da qualidade nos trabalhos”, comemorou.

A adolescente Jaqueline dos Santos, 19 anos, trabalhava no Sede e foi transferida para Promotoria do Paranoá. “Estou grávida e trabalhar perto de casa diminui muito o desconforto. Achava muito difícil ter que pegar ônibus lotados todos os dias. É mais prático, não preciso pegar ônibus e ainda fica perto da escola”, contou.