Penas somadas ultrapassam cem anos de reclusão 

Depois de mais de 45 horas de intensos depoimentos e debates, o Tribunal de Júri de Brasília acolheu a tese do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) para condenar os réus Leonardo Campos Alves e Francisco Mairlon Aguiar pelo assassinato do ministro aposentado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, de sua esposa, Maria Carvalho Villela, e da empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva. O crime ocorreu em agosto de 2009 e as vítimas receberam mais de 70 facadas. 

O ex-porteiro do prédio do casal Leonardo Alves foi condenado a 60 anos de reclusão e Francisco Mairlon Aguiar a 55 anos de reclusão pelo triplo homícido e furto qualificado. Eles devem cumprir pena em regime inicial fechado e não têm o direito de recorrer em liberdade. Os outros dois acusados, Adriana Villela - filha do casal - e Paulo Santana, recorreram da sentença de pronúncia e aguardam julgamento de recursos. 

O Conselho de Sentença foi composto por quatro homens e três mulheres. Foram ouvidas 17 testemunhas, sendo 7 de acusação, 5 comuns, 4 da defesa de Leonardo Alves e uma pela defesa de Francisco Mairlon.