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Pergunta: Natália
Eu gostaria de saber o seguinte: Dizem que todo mundo tem o seu preço. Aliás, o que a gente mais vê na televisão, nos jornais, nas redes sociais, hoje em dia, é um monte de gente sendo comprada com malas e rios de dinheiro. Então, eu queria saber como é que o cidadão comum pode mostrar que ele não é corruptível, ou seja, que a integridade dele não está à venda?

Resposta: Luciana Asper – Promotora de Justiça
Esse discurso de que todo mundo tem o seu preço e que todo mundo é corrupto só serve para uma coisa: fragilizar as pessoas de bem. Para que ninguém acredite numa mudança, e se mantenha passivo e inerte. “Ora, se todos são corruptos do que adiantaria eu não ser?” ou “Em quem eu poderia confiar?”. Mas a gente sabe como existem pessoas nobres, que jamais abririam mão de seus valores por dinheiro ou facilidade alguma. Seus valores são outros. O que cada um de nós precisa voltar a fazer é acreditar nisso e propagar um discurso oposto, de que inteligente mesmo é ser honesto. Porque aceitar os atalhos e vantagens imediatas é o que nos levou a ter nossas riquezas roubadas pela grande corrupção de hoje. Precisamos nos responsabilizar por nossas escolhas, pensando em todas as consequências de cada ato. Um bom exemplo disso é uma pessoa que vota em um político porque ele comprou um remédio para a mãe doente ou o material escolar para a filha, mas não percebe que está abrindo mão de seu direto de ter um bom hospital equipado perto de casa ou uma escola de excelência com todos materiais possíveis para a sua filha. Então, para cada escolha, uma renúncia. Vamos escolher bem.

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