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Nenê Constantino e mais dois são condenados por homicídio

Vítima fazia parte do grupo de moradores de um terreno, em Taguatinga, que pertencia ao empresário

Após dois dias de julgamento, nesta quarta-feira, 15 de novembro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) conseguiu a condenação do empresário Constantino de Oliveira, conhecido como Nenê Constantino, de Vanderlei Batista e de João Alcides Miranda pelo homicídio de Tarcísio Gomes Ferreira. O crime aconteceu em 2001.

Constantino e Vanderlei foram condenados a 13 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe. João foi condenado a 15 anos de prisão pelo mesmo crime e por ocorrência de erro de execução. Os réus cumprirão a pena em regime inicialmente fechado, mas poderão recorrer da decisão. Os três já haviam sido condenados, em maio de 2017, pelo assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito.

De acordo com a denúncia, o crime foi cometido para alcançar objetivo patrimonial em favor do empresário. Vanderlei e João auxiliaram Constantino no planejamento do assassinato. A vítima fazia parte de um grupo de pessoas que morava em uma garagem de ônibus das empresas de Constantino, na QI 24, em Taguatinga. Após ameaças e incêndios, o dono do terreno decidiu executar Tarcísio, que morreu após levar tiros de arma de fogo. No momento dos disparos, ele estava com a filha, de 2 anos de idade, no colo.

Para o promotor de Justiça Thiago Gomide Alves, “a condenação dos envolvidos representa a verdadeira resposta da sociedade ao desrespeito à vida humana e à impunidade que tantas vezes vigora no país”. Ele ressalta, entretanto, “que não há o que comemorar, pois estaríamos melhor como coletividade se a vítima não tivesse morrido”.

Entenda o caso

Segundo o MPDFT, Tarcísio foi vítima de uma emboscada. Em 9 de fevereiro de 2001, na QI 24, em Taguatinga, dentro um trailer em frente à antiga garagem da Viação Pioneira, Adelino Lopes Folha Júnior, conhecido “Juninho”, efetuou disparos de arma de fogo contra vítima. Juninho faleceu no decorrer do processo.

A mesma arma foi utilizada em outubro de 2001 para executar Márcio, que também morava no terreno de Constantino. Por esse crime, os acusados foram condenados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e dissimulação). Constantino e João também foram considerados culpados por corrupção de testemunha. As penas foram de 16 anos e meio para Constantino, 17 anos e meio para João e 13 anos para Vanderlei.

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