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Colóquio discute importância da atuação em rede no combate à violência contra a mulher

colóquio violência doméstica2O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizou, na tarde desta quinta-feira, 16 de março, colóquio sobre violência doméstica contra a mulher. Organizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o evento teve como objetivo discutir os desafios vivenciados pelos profissionais da área psicossocial no enfrentamento a esse tipo de violência.

A abertura foi realizada pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Bessa, pela assessora de Políticas Psicossociais do MPDFT, Mariana Távora, e pela representante do Coletivo de Encontros de Redes da Fiocruz, Tatiana Novais. Mariana falou sobre a Lei Maria da Penha e sua relação com as redes: “É uma lei que destaca a necessidade de a Justiça dialogar o tempo todo com as equipes multidisciplinares”.

Leonardo Bessa comentou a atuação do MPDFT na área. “A Instituição possui 10 promotorias que trabalham com exclusividade no assunto, além de outras 32 que também tratam da questão, o que torna o órgão referência nacional no combate à violência contra a mulher” disse.

Palestra

A filósofa Márcia Tiburi proferiu a palestra inaugural. Ela esclareceu o que é feminismo e o motivo de a violência doméstica ser um assunto que diz respeito a toda a sociedade. “Todas nós fomos vítimas ou conhecemos alguém que já foi. A violência foi naturalizada a ponto de a gente achar que não dá mais para mudar. Ela está enraizada na nossa cultura”, afirmou.

Segundo Márcia, apenas 10% dos cargos políticos são ocupados por mulheres, e o caminho para acabar com a violência é ocupar esses espaços: “Precisamos mudar quantitativa e qualitativamente o Congresso Nacional”. Ela disse que os homens crescem aprendendo que estão prontos para a guerra e que têm de saber mandar, mas ter força não é ter poder: “Poder é a ação conjunta. Sozinho, ninguém tem poder, por isso precisamos das redes”, comentou.

colóquio violência doméstica5Ações em rede

Tatiana Novais apresentou os aspectos do trabalho em rede e as oficinas realizadas pela Fiocruz, destacando que o assunto mais discutido nos grupos é a violência doméstica. Ela comentou que o Distrito Federal conta com alto número de redes, se comparado ao resto do Brasil. “São ambientes colaborativos, independentes e autossustentáveis, que resolvem vários problemas da comunidade”, explicou.

Na ocasião, as equipes psicossociais do MPDFT também compartilharam experiências relacionadas ao tema. Foram apresentados o projeto de ampliação do atendimento à mulher em situação de violência, de Planaltina; os grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica, do Riacho Fundo; o projeto “Portas abertas: atendimento célere e integrado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar”, de Sobradinho, e a atuação dos setores psicossociais das Promotorias de Santa Maria, de Samambaia e do Gama.

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